sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Objetivo da Política Petista, Socialista e Social-Democrata do PSDB ter um Estado-babá, viciado-bebê. Ao exigir a legalização das drogas, os defensores precisam decidir se irão ou não se virar sozinhos quando estiverem viciados andando como zumbis pelas ruas.



Drogas: debate ignora pontos importantes



Por: Redação Midia@Mais

Ao exigir a legalização das drogas, os defensores precisam decidir se irão ou não se virar sozinhos quando estiverem viciados andando como zumbis pelas ruas.

Teoricamente, o uso ou não de drogas (sejam elas lícitas ou ilícitas) deveria ser assunto de foro íntimo, um problema particular resolvido segundo as conveniências de cada pessoa. Como infelizmente os fatos inserem-se em circunstâncias históricas e espaciais bem definidas, legalizar hoje as drogas no Brasil traz uma série de implicações difíceis de serem ignoradas. Notamos especialmente que uma bandeira eventualmente liberal – o uso livre de substâncias por qualquer cidadão independente da autorização estatal – pode ser usada como ferramenta de um projeto de poder socialista, fato que também não deve ser deixado de lado.

Primeiramente, temos o problema da descriminalização do comércio de drogas, fato jurídico que certamente seria usado como benefício pelos milhares de violentos criminosos condenados por tráfico. O que fazer com eles, além de simplesmenteanistiar seus crimes e dar-lhes passe livre para as ruas, para novas modalidades criminosas ou mesmo para controlar um novo mercado – legalizado ou “negro” – de drogas legais?

Depois, precisamos compreender qual será a relação esperada entre a sociedade, o Estado e os usuários de drogas. Admite-se legitimidade teórica na ideia de que uma pessoa pode fazer o que quiser com sua própria vida e organismo, inclusive usar drogas que possivelmente levarão a sua degradação ou morte. Ocorre que, muitas vezes, os mesmos que reivindicam tal direito são aqueles que exigem dos governos – ou seja, dos outros contribuintes – “investimentos” em prevenção, contenção de danos e mesmo tratamento para cura da dependência.

É difícil aceitar que a mesma sociedade obrigada a conviver com o uso livre de drogas seja convocada a resolver o problema advindo diretamente de tal liberalização. Se drogas são um assunto individual, sobre o qual o Estado não deveria legislar ou mesmo envolver-se, não é justo que o mesmo Estado vire depois tutor de viciados que só parecem ter discernimento para escolher usar drogas e não para assumir a responsabilidade posterior. Não é justo por consequência onerar não-usuários de drogas com despesas de tratamento para usuários, uma vez que os primeiros não têm qualquer responsabilidade pelas ações dos últimos.

Assim sendo, qualquer política ou proposta para a flexibilização ou mesmo a legalização do comércio e do uso de drogas ilícitas deve necessariamente abordar de frente esse dois temas – a anistia aos “ex-criminosos” e a extensão da responsabilidade individual em relação às consequências do uso regular de determinadas substâncias – para poder ser discutida seriamente pela sociedade.

A nós parece, entretanto, que o argumento liberal para a legalização das drogas funciona pouco se a sociedade como um todo e a relação entre o Estado e os indivíduos não sofrerem transformações mais profundas. Enquanto a quimera da “saúde universal pública” continuar ocupando o imaginário dos brasileiros, é razoável esperar que, uma vez legalizadas as drogas hoje ilícitas, os contribuintes de maneira geral sejam “convidados” a bancar o tratamento de dependentes e até mesmo o fornecimento de substâncias àqueles viciados sem recursos (como pretexto para evitar que caiam na criminalidade). E como permanecem até hoje sob suspeita as relações entre lideranças políticas nacionais de esquerda e organizações criminosas internacionais cujas atividades estão diretamente conectadas ao plantio e venda de drogas, fica difícil prever qual a somatória política resultante de uma modificação drástica na legislação referente ao tema.

 O que o “liberalismo” como conceito genérico ganharia, no final das contas, se a legalização das drogas no Brasil servisse simplesmente para apressar e potencializar o projeto político socialista no continente?


http://midiaamais.com.br/artigo/detalhes/2347/



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